Despejo por Falta de Pagamento: Defesa do Locatário e Ação de Despejo Judicial

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🏡 Entenda o processo de despejo por falta de pagamento, os direitos do locatário, como funciona a ação de despejo judicial e o papel do advogado imobiliário.


🔑 A Insegurança da Moradia: Entendendo o Despejo por Falta de Pagamento

A locação de imóveis (Direito Civil) é uma das relações contratuais mais comuns, regida principalmente pela Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/91). No entanto, quando o locatário enfrenta dificuldades financeiras e deixa de pagar o aluguel, a situação pode escalar rapidamente para um processo de despejo por falta de pagamento. Esta é a causa mais frequente de despejo judicial e gera grande apreensão para quem aluga.

É crucial entender que a lei estabelece procedimentos e direitos tanto para o locador quanto para o locatário. O locador não pode simplesmente tirar o inquilino do imóvel, ele precisa de uma ação de despejo judicial. Por outro lado, o locatário tem meios legais para evitar ou prolongar o despejo, como a purgação da mora (pagamento em atraso) e a apresentação de uma defesa judicial. Em ambos os casos, a orientação de um advogado imobiliário especializado é indispensável para garantir que o processo seja justo e legal.


⚖️ O Caminho Legal: A Ação de Despejo Judicial

A Lei do Inquilinato exige que o locador entre com uma ação de despejo judicial para reaver o imóvel, mesmo em caso de falta de pagamento. Ele não pode usar a força ou trocar as chaves por conta própria.

Requisitos e Procedimento Básico

A ação de despejo por falta de pagamento segue passos definidos:

  1. Notificação (Opcional, mas Recomendável): Embora não seja obrigatória em caso de falta de pagamento, o locador geralmente notifica o locatário extrajudicialmente, dando um prazo para a quitação do débito.
  2. Ajuizamento: O advogado imobiliário do locador ajuíza a ação de despejo judicial na Justiça.
  3. Citação e Prazo de Defesa: O locatário é citado para apresentar sua defesa judicial em 15 dias e tem a opção de fazer a purgação da mora.

Atenção: Em casos de despejo com contrato garantido por caução, o locador deve pedir na ação de despejo a utilização do valor da caução para cobrir os atrasados antes de pedir o despejo efetivo.

A Concessão da Liminar de Despejo

Em alguns casos, o juiz pode conceder uma liminar de despejo, que obriga o locatário a sair do imóvel em 15 dias.

  • Requisitos: Isso ocorre se o contrato de locação de imóveis não tiver garantia (fiança, seguro fiança, caução) ou se a garantia estiver vencida. Além disso, o locador deve depositar uma caução judicial equivalente a três meses de aluguel.

A liminar de despejo é uma medida de urgência que acelera a retomada do imóvel, mas sua concessão exige o cumprimento rigoroso dos requisitos legais.


🛡️ A Defesa do Locatário: Purgação da Mora e Contestações

O locatário tem direitos importantes no processo de despejo judicial e não deve abrir mão de uma defesa judicial bem estruturada.

O Direito à Purgação da Mora

A purgação da mora é o principal mecanismo de defesa do locatário e consiste no pagamento integral dos valores devidos.

  • O Que Inclui: O pagamento deve cobrir o aluguel em atraso, multas, juros, custas processuais e honorários advocatícios do locador.
  • Quando Pagar: O locatário pode fazer o depósito judicial do valor no prazo de 15 dias, contado da citação na ação de despejo.

Se o pagamento for aceito, a ação de despejo é extinta, e o locatário permanece no imóvel. Consequentemente, a purgação da mora oferece uma segunda chance para o inquilino que se reestruturou financeiramente.

Outras Teses de Defesa Judicial

O advogado imobiliário também pode contestar a ação de despejo alegando:

  1. Cobrança Indevida: Inclusão de valores incorretos de aluguel, cobrança de taxas indevidas ou falta de aplicação da garantia.
  2. Vícios no Imóvel: O locatário pode alegar que deixou de pagar o aluguel devido a problemas estruturais graves no imóvel que impediam seu uso (Direito Civil), os quais o locador se recusou a resolver.

A defesa judicial correta é a chave para a permanência no imóvel ou, ao menos, para garantir um prazo maior para a desocupação.


🏢 Exemplo Prático: Sucesso na Defesa Judicial em Salvador (BA)

Um casal de Salvador (BA) foi surpreendido com uma ação de despejo judicial após atrasar dois meses de aluguel devido a um problema de saúde inesperado (Direito à Saúde). O locador já havia depositado a caução para pedir a liminar de despejo.

A Intervenção do Senna Martins Advogados

A equipe de Direito Imobiliário do Senna Martins Advogados interveio rapidamente na defesa judicial:

  1. Ação Estratégica: Embora o casal pudesse pagar, eles precisavam de tempo para levantar o dinheiro. Ajuizamos uma defesa judicial em que, primeiramente, contestamos um cálculo de multa abusivo do locador.
  2. Depósito para Purgação da Mora: Em seguida, solicitamos ao juiz a purgação da mora dentro do prazo legal, depositando o valor correto em juízo.
  3. Resultado: O juiz reconheceu o direito do locatário à purgação da mora, determinando a extinção da ação de despejo judicial. O casal permaneceu no imóvel, e o locador teve que aceitar o pagamento dos atrasados.

A estratégia focada na Lei do Inquilinato e na purgação da mora garantiu o direito à moradia do casal.


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  • Exemplo 1: Retomada Ágil: Conseguimos a liminar de despejo em tempo recorde para um locador cujo locatário havia abandonado o imóvel, mas se recusava a entregar as chaves.
  • Exemplo 2: Defesa Trabalhista com Indenização: Em um caso complexo, garantimos a defesa judicial de um locatário que, além de contestar a ação de despejo, pleiteou dano moral (Direito Civil) por assédio do locador (Direito Trabalhista).

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Conclusão: Não Enfrente o Despejo Sem Defesa Legal

Seja para entrar com uma ação de despejo judicial ou para apresentar uma defesa judicial eficiente, o conhecimento da Lei do Inquilinato é fundamental. A locação de imóveis requer segurança jurídica.

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Fonte de Pesquisa (Externa): Para consultar a íntegra da Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/91), que rege a ação de despejo, acesse o site oficial do Planalto http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8245.htm.

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