Direito em Saúde: como proteger seu acesso ao tratamento adequado

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A saúde é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal. O art. 196 assegura que “a saúde é direito de todos e dever do Estado”, com acesso universal e igualitário às ações e serviços de saúde. Apesar disso, milhares de brasileiros enfrentam diariamente negativas de planos de saúde, dificuldades de acesso a tratamentos, erros médicos e omissões do poder público. O Direito em Saúde existe para proteger o paciente nessas situações, garantindo que o tratamento necessário não fique refém de burocracia ou recusa.

Negativas de planos de saúde

A contestação de recusas de cobertura é uma das frentes mais comuns. Consultas, exames, cirurgias, internações, tratamentos de alta complexidade e medicamentos são negados com frequência, muitas vezes sem justificativa técnica válida. A atuação jurídica se apoia na Lei 14.454/2022, na taxatividade mitigada do rol da ANS reconhecida pelo STF e nos prazos de resposta fixados pela RN 623/2024. Em casos urgentes, a tutela de urgência garante o atendimento imediato.

Erro médico e responsabilidade civil

Quando há erro de diagnóstico, erro cirúrgico, falha no tratamento, infecção hospitalar ou negligência médica, o paciente tem direito à reparação. A responsabilidade do médico é subjetiva, exigindo prova de culpa (art. 951 do CC e art. 14, § 4º, do CDC); a do hospital é objetiva pelos serviços que lhe são próprios (art. 14 do CDC). A indenização pode abranger danos materiais, morais e estéticos.

Internação, medicamentos e cirurgias

A garantia de internação em UTI, leitos de enfermaria e tratamentos de doenças raras, oncológicas e crônicas é outra frente essencial. O fornecimento de medicamentos de alto custo não padronizados pelo SUS ou não cobertos por planos segue os critérios do Tema 6 do STF e as regras de cobertura da saúde suplementar. A autorização judicial para cirurgias bariátrica, ortopédica, cardíaca, neurológica, transplantes e procedimentos reparadores é garantida quando a negativa é abusiva.

Reajustes, SUS e saúde mental

A contestação de reajustes por faixa etária (Tema 952 do STJ) e a rescisão unilateral de planos coletivos (Temas 1.047 e 1.082) também integram a área. No SUS, a judicialização garante consultas, exames, cirurgias e medicamentos não disponíveis na rede pública. Na saúde mental, a Lei 10.216/2001 regula a internação psiquiátrica, e o Direito assegura o acesso ao tratamento multidisciplinar.

Conclusão

A saúde não pode esperar. Se você ou alguém que você conhece está com dificuldades para acessar um tratamento ou teve um direito violado, procure ajuda jurídica especializada. O Senna Martins Advogados está à disposição para atuar em todas as frentes do Direito em Saúde, da contestação de negativas à obtenção de liminares contra planos e contra o poder público.

Senna Martins Advogados Atuação em Vinhedo, São Paulo, Rio de Janeiro, Maceió e em todo o Brasil. 📞 WhatsApp: 19 4042-1216 🌐 www.sennamartins.com.br 📸 Instagram: @senna_martins_advogados

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